Visitação ao instituto de conservação do cavalo-marinho em Porto de Galinhas é retomada

Mesmo ainda lutando para vencer as dificuldades financeiras, o Instituto Hippocampus, localizado na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, está voltando às atividades. Com a ajuda do Complexo Industrial Portuário de Suape, ações emergenciais foram coordenadas para que, por ora, a conservação dos cavalos-marinhos seja mantida, assim como as atividades de pesquisa e visitação. Como o instituto ainda acumula dívidas, a campanha para arrecadação de recursos continua.

Fundado há 25 anos e desde 2001 sediado no Litoral Sul de Pernambuco, o Instituto Hippocampus irá reabrir normalmente (das 9h às 12h50 e das 14h30 às 16h50) a partir desta segunda-feira (3). Na última semana, o instituto chegou a um patamar insuportável de dificuldades financeiras, que se iniciaram desde 2016, acumulando dívidas e tendo a energia cortada por falta de pagamento. Sem energia, a sala de exposições, com 33 aquários para as visitações públicas, estava às escuras e os cavalos-marinhos poderiam morrer sem a oxigenação dos aquários.

“Suape mobilizou esse apoio emergencial e conseguiu fazer com a Concessionária Rota do Atlântico (CRA), o Posto Rota e a Ultra Cargo disponibiliza-sem dois geradores de energia para o instituto. A gente vai reabrir as portas amanhã. Conseguimos o primeiro apoio que precisávamos e estamos agora mobilizando outros agentes e abrindo caminhos para novas formas de apoio também para o médio e longo prazo”, diz a presidente do instituto, Rosana Silveira.

Os dois geradores, no entanto, devem ficar no Hippocampus por até uma semana, servindo, de fato, como uma solução emergencial, já que as contas em débito com a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) ainda precisam ser pagas.

“Estamos tentando, juntos, soluções de médio e longo prazo. Conversamos com Suape sobre a possibilidade de convênios e parceria técnica para pesquisas no estuário do porto. Ainda estamos levantando recursos e é bem possível que ao longo desta semana a gente consiga fazer isso (pagar as contas em débito)”, acredita Rosana.

De acordo com o diretor de Planejamento e Gestão de Suape, Francisco Martins, foram doados também 1,5 mil litros de óleo diesel para manter os geradores. “Resolvemos apenas a situação de curto prazo. Vamos ajudar na formação de uma rede de apoio para soluções de curto, médio e longo prazos por meio de parcerias. Além disso, Suape tem planejadas para esse ano, por meio da Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, ações da chamada Agenda Azul, que contempla os ambientes marinhos e estuarinos, com apoio à pesquisa e educação ambiental, e o Projeto Hippocampus tem foco principalmente em uma espécie ameaçada, tem tudo a ver com essa agenda”, garante Martins.

Conservação do cavalo-marinho e doações
Com um média mensal de 3 mil visitantes, o Instituto Hippocampus desenvolve ações para conservação e reprodução dos cavalos-marinhos, devolução dos peixes à natureza e tratamento de animais doentes, além de atividades turísticas com educação ambiental.

Nos 19 anos do projeto em Pernambuco, o instituto devolveu mais de 900 mil filhotes ao ambiente natural, um estuário no Pontal de Maracaípe, próximo a de Porto de Galinhas. De novembro de 2008 a janeiro de 2016, a ong se manteve com recursos da Petrobras, mas o contrato terminou e não foi renovado. A partir de 2016, a entidade recebeu apoio da Prefeitura de Ipojuca, porém a colaboração não era suficiente para custear todas as despesas.

Fonte: JC Online

text

Adicione seu comentario

Seu endereo de email no ser publicado.