Tarifa de ônibus do Grande Recife é reajustada em 7,07%

m reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) nesta quinta-feira (28), ficou definido que o reajuste das passagens de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR) será de 7,07%, proposta sugerida pelo Governo do Estado. Com a decisão, as tarifas do Anel A e B passam de R$3,20 e R$4,40 para R$ 3,43 e R$ 4,68, respectivamente. O valor ainda deve ser arredondado pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe). O reajuste vale a partir do Sábado de Carnaval (02).

As linhas que utilizam o Anel D serão transferidas para os valores do Anel A; o Anel G passa de R$ 2,10 para R$ 2,25. O conselho se reuniu nesta quinta-feira (28), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SDU), na Iputinga, Zona Oeste do Recife.

Além da proposta aprovada, foram debatidas outras duas sugestões: a do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) de 16,18%, que se escolhida, as passagens passariam a custar R$ 3,70, o Anel A, e R$ 5,10, o Anel B. Outra, uma revindicação de grupos da sociedade civil, encabeçada pela Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), que solicita uma tarifa única de R$ 2,90.

Antes de ser batido o martelo sobre o reajuste das tarifas, os representantes da sociedade civil se retiraram da reunião. Por meio de comunicado, Pedro Joseph, membro da FLPT, afirmou que os valores debatidos na reunião são ilegais e que se retiraram “para não legitimar esse ato ilegal”.

O comunicado cita o Manual de Operação do Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) como prova de que o aumento é ilegítimo. “O Manual do STTP determina que o reajuste só possa ser dado por meio do IPCA, no entanto, tanto a proposta do Governo quanto dos empresários de ônibus contém percentuais acima do índice oficial”, diz um trecho da nota.

Data Polêmica

A data marcada pelo CSTM causou polêmica entre a população e grupos da sociedade civil. Isso porque a data antecede o início do Carnaval do Recife e RMR. Segundo Pedro Joseph, um dos líderes da Frente de Luta, o dia foi escolhido estrategicamente para viabilizar o reajuste das passagens.

“É uma demonstração clara e evidente de que o CSTM apenas se reúne pra chancelar os acordos entre empresários e governo já firmados em outros espaços. Nenhuma outra pauta será discutida no CSTM, como as questões relacionadas ao SIMOP (sistema de informação e gerenciamento), tarifa única e integração temporal”, acusou Pedro, por meio de nota, antes da reunião.

Liminar

Anteriormente, a reunião do CSTM estava marcada para o dia 12 de fevereiro deste ano. Porém, com a expedição de uma liminar que suspendia o efeito da votação por dez dias, expedida pelo juiz Djalma Andrelino, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, o pleito foi adiado. Na ocasião, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) afirmou que a reunião seria marcada “em momento oportuno”.

Protestos

No ano de 2019, grupos da sociedade civil protestaram por três vezes contra o aumento da passagem. Além de ser contrário ao aumento, o grupo reivindica que o valor atual seja reajustado e sofra redução de 15%, que ficaria na casa dos R$ 2,90. Segundo os manifestantes, os últimos ajustes ficaram acima do IPCA (índice que mede a inflação), o que já aponta uma sobretarifa.

Os manifestantes movem três ações judicias denunciando aumentos irregulares nos anos de 2015, 2016 e 2017. Até o momento, as ações não foram julgadas pelo judiciário.

 

Fonte: JC Online

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