Kombeiro do Caso Serrambi será julgado por outro crime

O kombeiro Marcelo José de Lira, de 50 anos, que ficou conhecido pela acusação do assassinato de duas adolescentes de classe média alta na Praia de Serrambi, no Litoral Sul de Pernambuco, vai sentar no banco dos réus novamente. Ele é acusado de crime de receptação qualificada. A audiência de instrução e julgamento do caso foi marcada para o próximo dia 03 de março, no Fórum de Ipojuca. Em caso de condenação, a pena pode chegar a oito anos de prisão.

Marcelo Lira foi absolvido no júri popular do Caso Serrambi em 2010. Cinco anos depois, foi preso em flagrante usando uma kombi roubada e com placas e chassi adulterados. De acordo com a polícia, o kombeiro foi encontrado na PE-60, em Ipojuca, onde estava usando o veículo para fazer o transporte e lotação de passageiros. Os policiais descobriram que a kombi havia sido roubada no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. Na época, a Polícia Civil não apontou quem foi o responsável pelo roubo.

Marcelo chegou a passar três dias no Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça, mediante pagamento de fiança.

Na audiência de instrução e julgamento, testemunhas de acusação e de defesa serão ouvidas pela Justiça. Por fim, o réu também irá prestar depoimento. Ele tem o direito a ficar em silêncio. Concluída essa fase, o Ministério Público e a defesa de Marcelo terão dez dias para apresentar as alegações finais. Por fim, o juiz dará a sentença.

CASO SERRAMBI

As adolescentes Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, ambas de 16 anos, foram encontradas mortas em maio de 2003. Na época, Marcelo Lira e o irmão, Valfrido Lira, foram acusados pelo crime. O caso teve repercussão nacional, com fortes discussões sobre a luta de classes.

Após várias investigações conduzidas pelas polícias Civil e Federal, com uma série de reviravoltas, os kombeiros foram absolvidos em 2010. Advogados contratados pelos pais de Tarsila recorreram em todas as instâncias possíveis, mas o resultado do júri não foi anulado. Em dezembro de 2018, o processo transitou em julgado e foi encerrado definitivamente.

 

Fonte: Ronda JC

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