GTP+ realiza ato para chamar atenção dos direitos violados das pessoas vivendo com Hiv/Aids

Na próxima sexta-feira (17), às 15h, o Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+), realiza o XIV a Luz de Velas, com o tema Intensificando a luta pela saúde e pelos direitos, na frente da sede da Previdência Social (INSS), no Recife, na Avenida Mario Melo. O ato acontece em várias cidades do Brasil e do mundo em homenagem às pessoas que morreram vítimas da Aids.

Este ano, o GTP+ aponta algumas denúncias, como a desaposentação das pessoas vivendo com HIV e AIDS, através do programa “desaposentadoria”, que teve início em 2016 no Governo Temer. Segundo dados do Ministério da Cidadania, já contabilizou 1,18 milhão de perícias, resultando em 578,5 mil cortes de benefícios. Além disso, será entregue à população uma carta narrando toda a problemática.

De acordo com o coordenador geral do GTP, Wladimir Reis, o governo federal declarou, em janeiro de 2019, que vai fazer uma nova auditoria em 2 milhões de benefícios. Além disso, o atual presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente, em abril deste ano, o projeto de lei que dispensava a reavaliação pericial a pessoa com HIV e Aids, aposentada por invalidez.

“Muitos soropositivos estão fora do mercado de trabalho, há mais de 20 anos, e sofreram com os efeitos colaterais em decorrência do tratamento para o vírus, o que as impediu de trabalhar. Outros viveram por vários anos sem tratamento, e que têm impedimentos socioeconômicos na sociedade”, pontuou Wladimir Reis.

Vale ressaltar que a perícia médica do INSS se mostra insuficiente, sendo necessária a avaliação multidisciplinar. Apesar da orientação do Ministério da Saúde, que solicitou a aprovação do projeto. Segundo parecer emitido pelo Ministério da Saúde, foi ressaltado que a reabilitação profissional de trabalhadores vivendo com HIV, bem como o retorno à atividade laboral, deve considerar a condição clínica, psicológica e os determinantes sociais preconceitos associados à doença.

Candlelight – A mobilização mundial em Solidariedade às pessoas afetadas pela AIDS, teve início em 1983 nas cidades de São Francisco, Los Angeles e Nova York. A Vigília acontece, em centenas de cidades em todo o mundo, como forma de sensibilizar e mobilizar toda a sociedade para que pressionem seus governos a ampliar as pesquisas e garantir o acesso a assistência integral para os/as pessoas vivendo com HIV e AIDS, e também da importância do reforço das medidas de prevenção, para que se detenha o avanço de pandemia e se amplie o acesso a uma saúde pública de qualidade.

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