Centro das Mulheres do Cabo e Comfem divulgam nota de pesar pelo assassinato de quilombolas na Ilha de Mercês

A organização feminista Centro das Mulheres do Cabo de Santo Agostinho (CMC) e o Comitê de Monitoramento da Violência e do Feminicídio do Território Estratégico de Suape (COMFEM) divulgaram nota conjunta de pesar pelo assassinato brutal dos quilombolas residentes na Ilha de Mercês, em Ipojuca, no último domingo (03). Ambos os órgãos possuem atuação destacada na luta contra o feminicídio.

Confira nota na íntegra 

Nós, do Centro das Mulheres do Cabo (CMC) e do Comitê de Monitoramento da Violência e do Feminicídio do Território Estratégico de Suape (COMFEM), lastimamos profundamente a morte prematura de Viviane Silva e de Paulo César de Oliveira da Silva, integrantes da comunidade quilombola Ilha de Mercês, no município do Ipojuca. Os dois eram primos e foram brutalmente assassinados a facadas, no último domingo, dia 3 de junho.

Segundo testemunhas da comunidade, quem cometeu essa barbaridade foi o ex-companheiro de Viviane, que estava inconformado com o fim do relacionamento e movido pelo ódio, desferiu inúmeras facadas na vítima e no seu primo.

O Feminicídio é um crime cruel que feri a dignidade humana das mulheres, sendo fruto das desigualdades de gênero e do machismo. Além disso, é uma ameaça a todas nós, porque ele não tolera a liberdade e a autonomia das mulheres.

Todos os dias Anas, Marias, Verônicas, Vanessas, Jéssicas, Rafaelas, Mirellas, Remís e Vivianes são assassinadas por esse crime desumano, que atenta principalmente contra o direito de viver da população feminina.

Ano passado, 73 mulheres foram vítimas do Feminicídio, em Pernambuco. Houve 33.188 mil casos de violência doméstica e 2.311 estupros foram notificados pela Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS).

Doze mulheres são assassinadas no Brasil todos os dias. O País está entre as nações com maior índice de homicídios femininos: ocupa a quinta posição em um ranking de 83 países, segundo dados do Mapa da Violência de 2015.

Mas, não vamos nos silenciar, diante dessa brutalidade contra as mulheres. Viviane é o símbolo de uma jovem lutadora e que teve sua vida ceifada por um covarde.

Exigimos Justiça!

Por mim, por nós, por Viviane, por Paulo e por todas!

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