Apesar de protesto de moradores, Edifício Holiday segue sem energia

Moradores do Edifício Holiday, na Zona Sul do Recife, devem permanecer sem fornecimento de energia, segundo divulgou a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), nesta sexta-feira (8). Cerca de três mil pessoas, que moram nos 467 apartamentos do prédio, sofrem com a falta de energia desde a quinta-feira (7), quando uma pane no sistema de energia do local causou o apagão.

Segundo a Celpe, a decisão de não religar a energia foi tomada por conta das “condições precárias das instalações elétricas do prédio, que apresentam risco iminente de incêndio e acidentes envolvendo energia elétrica”.

A empresa ainda destaca que a suspensão de energia no residencial foi causada por instalações internas do edifício, e não por agentes da Celpe. Para que o fornecimento legal de energia seja restabelecido, o condomínio deve, primeiro, fazer as “correções elétricas necessárias” e apresentar “condições seguras para os moradores”, conforme prevê a legislação do setor elétrico nacional, alerta a companhia.

Nota oficial da Celpe

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) informa que, amparada por determinação judicial da 2ª Vara Cível da Capital, não promoverá a religação do Edifício Holiday, em Boa Viagem. A decisão foi tomada em função das condições precárias das instalações elétricas do prédio, que apresentam risco iminente de incêndio e acidentes envolvendo energia elétrica.

A empresa reitera que não realizou ação de suspensão do fornecimento de energia no residencial. Na última quarta-feira (06), uma ocorrência nas instalações internas do edifício, que também afetou a rede elétrica, provocou a interrupção no fornecimento do prédio.

O fornecimento de energia será restabelecido tão logo o condomínio promova as correções elétricas necessárias e apresente condições seguras para os moradores, conforme prevê a legislação do setor elétrico nacional.

Holiday às escuras

Um problema nas instalações internas deixou o edifício às escuras na última quarta-feira (6). O prédio construído em 1956 apresenta alto risco de incêndio por conta da fiação antiga e de ligações clandestinas. No dia 18 de fevereiro, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) tentou suspender o fornecimento energético para que a situação fosse regularizada, mas foi impedida por residentes do edifício.

Para tentar reverter a situação, moradores realizaram protesto e interditaram trecho da Avenida Conselheiro Aguiar, no cruzamento com a Rua Ribeiro de Brito, na manhã desta sexta-feira.

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